A Vida Não é Um Conto de Fadas...
Borboletinha
*@@*


José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964, na Beira, em Moçambique. Quando era ainda um bebé, mudou-se para a cidade de Tete, convivendo, por isso, de perto com a Guerra Colonial. Os seus antepassados participaram, directamente, na Primeira Guerra Mundial, na Flandres e na já citada Guerra Colonial, em África. Por este motivo, A Filha do Capitão, o seu segundo romance, é assim assumido como uma homenagem a todos os portugueses que nelas participaram.
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu em Lisboa a 16 de Março de 1825. Ficou órfão de mãe aos dois anos e de pai aos nove. A partir desta idade passa a viver em Vila Real com uma tia paterna. Aos 16 anos casa-se com Joaquina Pereira e, dois anos depois, em 1843, matricula-se na Faculdade de Medicina, no Porto, mas não conclui o curso. Em 1845, estreia-se na poesia e no ano seguinte no teatro e no jornalismo. Quando completa 21 anos, rapta Patrícia Emília e vai viver com ela na cidade do Porto. Logo depois é acusado e preso por bigamia. Em 1847 fica viúvo. Depois de conseguir a liberdade, Camilo tem alguns amores passageiros até encontrar, por volta de 1856, Ana Plácido. Uma vez que ela é casada com Pinheiro Alves, um rico comerciante local, Camilo ingressa no Seminário do Porto, onde tem um caso com a freira Isabel Cândida. Depois de tentar o suicídio, consegue viver junto à sua amada, que abandona o marido para viver com o escritor. Funda vários jornais e em 1855 é o redactor principal de O Porto e de Carta. Em 1860, Manuel Pinheiro Alves desencadeia o processo de adultério: em Junho é presa a mulher e a 1 de Outubro Camilo entrega-se na cadeia da Relação do Porto. D. Pedro V visita-o, em 1861, na cadeia, e a 16 de Outubro desse ano os réus são absolvidos.
O livro conta a história de dois apaixonados, Simão e Teresa, que são impedidos de viver o seu amor pelas respectivas famílias que se odeiam mutuamente. Simão e Teresa fazem o possível e o impossível para ficarem juntos mas em vão. Simão é obrigado a esconder-se para não ir preso e Teresa é enclausurada num convento. O rapaz, com a ajuda de uma camponesa chamada Mariana e do pai desta, tenta a todo o custo soltar Teresa até que é preso. Por fim, Simão é condenado à forca mas o seu pai intercede por ele e a pena passa a ser o degredo para a Índia, enquanto Teresa adoece e fica às portas da morte. A última vez que se vêm é quando Simão vai a caminho do barco que o ai levar ao degredo e Teresa está à varanda do convento onde está ‘presa’. A rapariga morre nesse instante e fica debruçada sobre a varanda. Por sua vez, Simão morre durante a viagem e quando lançam o seu corpo ao mar, Mariana atira-se com ele e morre também. A única coisa que resta são as cartas que Simão e Teresa escreviam um ao outro.
Qaundo comecei a ler o livro a história prendeu a minha atenção e tomei como minhas quase todas as emoções das personagens. A protagonista, Sarah, foi aquela que me chamou mais a atenção, não por ser a personagem principal, mas porque o percusro dela prende-nos até à última frase do livro. Nos primeiros capítulos senti uma enorme injustiça pois Sarah é perseguida e acusada de crimes que não cometeu. Depois vem uma grande surpresa quando ela descobre que um homem que a estava a perseguir é o seu ‘salvador’. A irritação surge ao longo de toda a história porque sempre que a protagonista quer saber a verdade Rafael, o salvador, nega-a e quando revela alguma coisa nunca diz tudo sobre o assunto. O livro despertou-me outros sentimentos como a raiva e a indignação perante as atitudes das personagens que cometeram os crimes de que Sarah é acusada. Também senti um pouco da tristeza de Sarah quando ela descobriu que o pai era membro da organização que andava a persegui-la (P2-Propaganda Duo) e um dos sentimentos positivos que a leitura do livro me provocou foi a felicidade por causa da paixão de Sarah por Rafael uma vez que tudo o que lhe acontecia era mau e essa paixão foi como que a luz ao fundo do túnel.
O LIVRO:
Ann nunca os abandonaria. Foi isto que ela prometeu a David, seu marido, e posteriormente a Luís Bernardo, o governdador de S. Tomé e Príncipe e seu amante. Foi isto também que, inconscientemente, porque nunca o disse, Luís Bernardo prometeu aos negros que estavam na ilha a trabalhar como escravos nas roças: nunca os abandonaria à mercê dos roceiros que os tratavam como animais.
Hoje decidi que talvez fosse uma boa altura para tentar mudar... Mas mudar de quê e para quê? Apenas para me sentir escondida de um munda que nunca me compreenderá... Prefiro viver sob a forma de uma borboleta porque assim sei que me posso sentir livre... Posso até estar apenas a fugir de probmlemas ou momentos que não quero recordar, mas por agora estou bem assim e prefiro camuflar a tristeza...
Dark kisses